<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 2
          2a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em trs
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03485-5

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
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  editorasaraiva.com.br~,
<P>
                               I
<F->
Sumrio

Terceira Parte

Unidade 7

Fadas, Prncipes, 
  Castelos... o Mundo
  Encantado 

A bela adormecida, Irmos
  Grimm :::::::::::::::::::: 178
Estudo do texto :::::::::::: 185
Um pouco de gramtica: 
  singular e plural ::::::::: 188
Vamos produzir ::::::::::::: 190
Dilogo entre textos: HQ 
  da Mnica, O prncipe
  real, Mauricio de
  Sousa :::::::::::::::::::: 191
Um pouco de gramtica:
  adjetivo :::::::::::::::::: 201
Vamos produzir ::::::::::::: 205
Dilogo entre textos: 
  A fada que tinha idias, 
  Fernanda Lopes de 
  Almeida :::::::::::::::::: 207
Um pouco de gramtica: 
  X (som de s e de z) :::: 214
Vamos produzir (continua-
  o de histria) ::::::::: 216

Unidade 8

Cuidado! Ele Pode Queimar

O fogo, Eliana S :::::::: 218
Estudo do texto :::::::::::: 222
Um pouco de gramtica: 
  sons do X :::::::::::::::: 224
Vamos produzir ::::::::::::: 226
Dilogo entre textos: 
  Incndio destri 11 
  barracos em favela do
  Rio, em O Estado
  de S. Paulo ::::::::::::: 226
Um pouco de gramtica: 
  aumentativo e diminutivo, 
  substantivos coletivos :::: 234
Vamos produzir ::::::::::::: 240
<P>
                            III
Unidade 9

Hora da Risada

O bichinho contador, 
  Ziraldo :::::::::::::::::: 243
Estudo do texto :::::::::::: 246
Um pouco de gramtica: 
  artigos definidos e 
  indefinidos ::::::::::::::: 248
Vamos produzir (escrita de
  piada) ::::::::::::::::::: 251
Dilogo entre textos: 
  Dicionrio, Jos Paulo
  Paes ::::::::::::::::::::: 251
Um pouco de gramtica: 
  GE/GI, GUE/
  /GUI ::::::::::::::::::: 256
Vamos produzir (criao
  de um "dicionrio 
  divertido") :::::::::::::: 258
Dilogo entre textos: HQ
  do Menino Maluquinho, 
  A surpresa da festa, 
  Ziraldo :::::::::::::::::: 259
Um pouco de gramtica: 
  X (som de cs) :::::::::: 268
Vamos produzir (reescrita
  com narrador e
  dilogos) :::::::::::::::: 271

Unidade 10

O Tempo Passa...

Horas, William
  Edmonds :::::::::::::::::: 273
Estudo do texto :::::::::::: 276
Vamos produzir
  (agenda) :::::::::::::::: 277
Um pouco de gramtica:
  QUA, QUE, QUI,
  QUO ::::::::::::::::::::: 279
Dilogo entre textos:
  Previso do tempo, em
  Folha de S. Paulo :::::: 282
Um pouco de gramtica:
  O/U :::::::::::::::::::: 284
Vamos produzir ::::::::::::: 288
Dilogo entre textos: 
  O tombo do minuto,
  Ldice Marly de
  Castro ::::::::::::::::::: 289
<P>
                               V
Um pouco de gramtica:
  pronome pessoal ::::::::::: 294
Vamos produzir (texto
  livre) ::::::::::::::::::: 299
<F+>
<P>
<112>
<T L. P. v. apren. 2>
<T+177>
Unidade 7

Fadas, Prncipes, Castelos... o
  Mundo Encantado

Conte a Seus Colegas

<R+>
 As fadas representam o bem ou o mal?
 Algum dia voc j sonhou ser uma fada, um prncipe, uma princesa, uma bruxa ou conhecer algum deles? Em que situao?
 Que personagem dos contos de fadas voc gostaria de ser? Por qu?
 Voc se lembra de algum conto de fadas? Conte-o para os seus colegas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<113>
<P>
A Bela Adormecida

Irmos Grimm

  Era uma vez um rei e uma rainha muito tristes porque no tinham filhos. At que um dia nasceu uma linda princesinha que eles chamaram de Aurora.
  No dia do batizado, vieram trs fadas madrinhas, Fauna, Flora e Primavera para dar-lhes os seus presentes. 
  Flora a presenteou com grande beleza e Fauna com uma maravilhosa voz para o canto. Mas antes que Primavera pudesse dizer qual era o seu presente, um furaco invadiu o palcio, e com ele entrou Malvola, a Bruxa do Mal.
  Furiosa por no ter sido convidada para a festa, Malvola jogou na inocente criana uma terrvel maldio:
  -- No dia em que completar 16 anos, Aurora espetar o dedo no fuso de uma roca de fiar e morrer!
  Aps pronunciar estas palavras horrveis, ela sumiu no ar. Por sorte, ainda faltava o presente de Primavera:
  -- Minha magia no  to forte quanto a de Malvola, por isso s posso tentar atenuar a maldio. Aurora no morrer, mas entrar num sono profundo, do qual s vai despertar com um beijo de amor sincero.
<114>
  Desconsolado, o rei mandou que se queimassem todas as rocas do reino.
  A pequena princesa foi colocada sob a guarda das trs fadas madrinhas, que a levaram para o bosque.
  Assim Aurora foi criada por Flora, Fauna e Primavera, sem saber que era uma princesa e tambm sem saber que elas eram fadas, pois nunca usavam suas varinhas mgicas para no chamar a ateno. 
  Os anos se passaram sem que ningum soubesse onde estava a princesa, nem mesmo a bruxa malvada. Aurora cresceu sem saber que sua vida corria perigo.
  Finalmente, chegou o dia em que a princesa ia completar 16 anos.
  Fauna, Flora e Primavera, querendo preparar uma festa-surpresa, mandaram-na passear no bosque. E l foi ela cantando, sem perceber que um jovem cavaleiro andava ali por perto.
  O jovem encantou-se com a linda voz que ouvia. Aurora contava aos pequenos animais do bosque seu lindo sonho com um prncipe.
  O jovem aproximou-se e Aurora a princpio sentiu medo, mas depois os dois conversaram a tarde toda e se apaixonaram.
<115>
  Enquanto isso, na cabana, as fadas tentavam fazer um bolo e um lindo vestido para a princesa. Mas, sem a mgica, tudo saa errado.
  Assim, as trs decidiram usar suas varinhas mgicas. Vedaram as portas e janelas e num instante um bolo todo enfeitado e um lindo vestido estavam prontos.
  S que Fauna e Primavera no concordavam com a cor do vestido. Fauna queria que fosse cor-de-rosa e Primavera insistia na cor azul. Comearam a brigar, usando as varinhas mgicas. E tanta mgica fizeram para mudar a cor do vestido tantas e tantas vezes, que o p colorido escapou pela chamin, o que chamou a ateno do corvo de Malvola.
  Enquanto isso, Aurora se despedia do jovem cavaleiro, que prometeu a ela que no dia seguinte iria  cabana pedir sua mo em casamento.
  Ele despediu-se e foi embora. Aurora regressou alegremente para casa, sem saber que o seu jovem amado no era um caador como ela pensava. Aquele era Felipe, filho de outro rei, amigo e vizinho de seu pai. E Felipe, por sua vez, foi embora cantando, sem saber que Aurora era a princesa que foi prometida a ele em casamento, e que estava l escondida.
<116>
  Quando Aurora chegou na cabana, ficou muito feliz com a festa-surpresa e adorou o lindo vestido rosa e azul. Ela no esperou muito para contar a suas madrinhas que estava apaixonada. Quando souberam de tudo, ao invs de ficarem contentes as fadas ficaram tristes e ento disseram toda a verdade para Aurora. A pobre princesa chorou muito e depois seguiram para o castelo de seu pai.
  Mas o corvo de Malvola escutara toda a conversa e foi como um raio contar tudo para sua ama.
  A malvada bruxa, que morava num castelo sombrio, imediatamente resolveu tomar providncias, pois o dia do aniversrio de Aurora chegara e tambm o dia de se fazer cumprir a maldio.
  No castelo, todos esperavam ansiosos pela volta da princesa. Aurora e as fadas entraram disfaradas e se esconderam numa torre. A princesa ficou sozinha uns momentos para chorar e pensar em seu amado. Nessa hora, Malvola aproveitou para hipnotizar Aurora e lev-la at uma roca de fiar, a fim de espetar seu dedo no fuso.
  No mesmo instante, a maldio tornou-se realidade. Aurora caiu adormecida. E com ela todos os habitantes do reino, que adormeceram no lugar onde estavam. Os guardas dormiram em p, os cozinheiros na cozinha, o rei e a rainha nos seus tronos, os convidados para a festa espalhados nos sales do castelo.
  Desesperadas, as fadas madrinhas foram ao bosque em busca de Felipe. Elas nada podiam fazer contra os poderes de Malvola, e s o beijo apaixonado do rapaz podia salvar Aurora e todo o reino.
  Encontraram Felipe a caminho da cabana, onde iria pedir a mo de Aurora em casamento. As fadas contaram a ele toda a histria:
  -- S voc pode salvar Aurora!
<117>
  Felipe no pensou duas vezes e imediatamente ps-se a caminho. S que eles no contavam que Malvola estivesse sabendo de tudo e j havia cercado todo o castelo com uma floresta de espinhos. As fadas ento o presentearam com o Escudo da Verdade e com a Espada da esperana. Guiado pelas fadas, o prncipe foi cortando a vegetao espinhosa e logo chegou  entrada do castelo.
  E ali, aguardando por ele, estava a bruxa malvada. Ela transformou-se num imenso drago que soltava fogo pela boca. O drago atacou Felipe, que lutou com valentia. De repente, o escudo caiu de suas mos e tudo parecia perdido. Mas Primavera veio ajudar Felipe e encantou mais uma vez a espada. Quando ele a arremessou contra o corao do drago, ela foi certeira e Malvola desapareceu para sempre.
  O prncipe correu para a torre onde estava Aurora e, beijando-a com amor, rompeu o encanto.
  A Bela Adormecida despertou e, junto com ela, todos os habitantes do reino. A vegetao espinhosa desapareceu. O pai de Aurora mandou preparar uma grande festa para celebrar o aniversrio e o noivado da princesa. E, naquela noite, Aurora danou com Felipe, com um vestido rosa-azul-rosa-azul...

  *Jacob* (1785-1863) e 
 *Wilhelm Grimm* (1786-1859), escritores alemes, ficaram conhecidos principalmente por seus contos de fadas. So deles: *Os msicos de Brmen, O pequeno polegar, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, A gata borralheira*, entre outros.

<118>
Estudo do texto

<R+>
 1. Sente-se com um colega e verifiquem se h palavras desconhecidas por vocs. Tentem descobrir o sentido, observando-as no prprio texto.
 2. Qual o significado da palavra *Aurora*, nome dado  princesinha? Se precisar, consulte o dicionrio.
 3. Por que voc acha que esse nome foi escolhido? 
 4. Como se chama a bruxa da histria? Por que esse nome foi escolhido? 
 5. O que fez com que Malvola ficasse furiosa? 
 6. O que h em comum nos nomes das trs fadas?
 7. Por causa de Malvola, a fada Primavera no conseguiu dizer qual era o seu presente. Voc acha que isso foi bom ou ruim para Aurora? 

 8. Releia o trecho:
<R->

  "Aurora no morrer, mas entrar num sono profundo, do qual s vai despertar com um beijo de *amor sincero*."

  Qual o significado da expresso destacada? 
<P>
<R+>
 9. Para fugir da maldio de Malvola, "A pequena princesa foi colocada sob a guarda das trs fadas madrinhas (...)". Como voc acha que se sentiram os pais da princesa? Voc faria o mesmo que eles? 
 10. Como voc acha que se sentiu a princesinha sendo criada longe dos pais?

 11. Observe:
<R->

  "Finalmente, chegou o dia em que a princesa ia completar 16 anos."

  Por que o autor utiliza a palavra *finalmente* nessa parte da histria?

<119>
<R+>
 12. Em sua opinio, por que o ttulo da histria  *A bela adormecida*?
 13. Escreva no caderno qual foi a parte mais emocionante da histria.
 14. O que voc achou da ajuda das fadas madrinhas?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe os dois desenhos e escreva no caderno:
 _`[{dois quadrinhos, descritos a seguir_`]
<R->

  Quadrinho 1: uma fada, uma bruxa e um prncipe.
  Quadrinho 2: duas fadas, duas bruxas e dois prncipes.

<R+>
 a) O que h no primeiro quadro?
 b) O que h no segundo quadro?
 c) Qual dos dois est no plural?
 d) O que voc observou nos desenhos para chegar a esta concluso?
 e) O que mudou na escrita das palavras para demonstrar o plural?

<120>
<P>
 2. Copie as palavras do quadro, passando-as para o plural e distribuindo-as em colunas, de acordo com a forma do plural das figuras abaixo:

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  trator -- voz -- atlas --     _
l  animal -- pires -- anel --    _
l  farol -- lpis -- prdio --   _
l  rdio -- pastel -- cartaz --  _
l  luz -- papel -- cantor --     _
l  hospital -- professor --      _
l  mulher -- quintal -- anzol    _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 1a. coluna: cruz -- cruzes 
 2a. coluna: nibus -- nibus 
 3a. coluna: carretel -- carretis 
 4a. coluna: relgio -- relgios 
 5a. coluna: flor -- flores 
 6a. coluna: caracol -- caracis 
 7a. coluna: jornal -- jornais 

<121>
<P>
 3. Copie as frases, passando-as para o plural:
 a) A fada  um ser encantado.
 b) Princesa casa com prncipe.
 c) A bruxa gosta de fazer maldade.

 4. Depois de passar os substantivos para o plural, o que voc observou nas outras palavras? 

 5. Copie o trecho da histria, corrigindo o que estiver incorreto:
<R->

  Nos castelos, todos esperava ansioso pela volta das princesa. Aurora e a fadas entrou disfarada e se esconderam numas torre. A princesa ficaram sozinha uns momento para chorar e pensar em seus amado.

Vamos produzir

  Voc agora criar um novo final para a histria *A bela adormecida*. Imagine que, ao despertar, a princesa antipatizou-se com o prncipe. O que poder acontecer?
  Procure deixar esse final bem emocionante!
  Depois da histria pronta, troque-a com um colega. Leia o que ele escreveu e, em seguida, escreva o que achou do texto. Ele far o mesmo com o seu. 

Dilogo entre textos 

<R+>
 O que as pessoas querem dizer quando falam que esto esperando por um prncipe encantado?
 Como voc imagina um prncipe encantado?
 Quais qualidades deve ter uma princesa? 
<R->

<122>
<R+>
_`[{mnica em "O prncipe Real" histria em quadrinhos, descrita a seguir_`]
<R->

  Mnica com expresso de sonhadora est sentada embaixo de uma rvore, segurando um livro e suspirando diz: 
  -- Ai, ai...
  Magali pergunta a Mnica:
  -- J passando mal, n?
  Aposto que comeu alguma coisa que fez mal! Quem mandou no me dar um pedao?
  Mnica responde:
  -- No  nada disso, Magali!
  Magali pergunta:
  -- Ento, por que o "ai, ai"?
  Mnica responde:
  -- Por causa deste livro de Bela Adormecida! Ser que um dia eu vou encontrar o meu prncipe encantado?
  Magali diz:
  -- Prncipe?!
  Mnica continua:
  -- Nos contos de fada, sempre aparece um prncipe encantado pra salvar a donzela do perigo!
  Magali pergunta:
  -- ? Hum... de repente... me deu uma fome... ser que aparece um prncipe pra me salvar?
  Mnica responde:
  -- Quem sabe? Talvez o filho do padeiro.
  Magali fala:
  -- O Quinzinho no  prncipe!
  Mnica diz:
  -- Hoje em dia, a gente no tem muita opo, n?
  Magali fala:
  -- ... acho que o Quinzinho serve!
  Mnica diz:
  -- Voc  uma menina de sorte Magali!
  Magali fala: 
<123>
  -- Tchau, Mnica! Vou pedir uns docinhos pro meu prncipe!
  Mnica diz:
  -- Tchau! 
  Cebolinha, aparece e fala:
  -- Baixinha, golduxa, dentua!
  Mnica, furiosa, joga o livro nele dizendo:
  -- Ora, seu...
  Cebolinha, sai correndo rindo:
  -- Hi, hi, hi, hi, hi...
  Mnica diz:
  -- Ih, meu livro! Sai correndo atrs de Cebolinha. Mnica pega seu livro e exclama:
  -- Ufa!
  Cebolinha sai correndo e fala:
  -- Bobona!
  Mnica senta em cima do livro e diz: 
  -- Ai, que falta faz um prncipe!
  Se eu vivesse num conto de fadas...
  De repente ela passa para dentro do seu prprio livro e diz:
  -- Mnica  transportada para um mundo imaginrio.
  Ela aparece vestida de fada, sentada em uma cama, num quarto de um castelo.
  Mnica pergunta:
<124>
  -- Ei, o que aconteceu? Que roupa esquisita  esta?
  Aparece uma bruxa na janela do quarto e pergunta:
  -- Ora, voc no desejou viver um conto de fadas?
  Mnica assustada diz:
  -- Oh! Uma bruxa!
  A bruxa entra no quarto voando em sua vassoura e fala:
  -- Isso mesmo! E agora, vou enfeitiar voc!
  Mnica diz:
  -- Ah, no vai mesmo!
  A menina pega um travesseiro e bate na cabea da bruxa.
  Mnica pega a vassoura da bruxa e sai em disparada.
  A bruxa fala: 
  -- Ei, minha vassoura!
  A bruxa, na janela no quarto, ao ver Mnica saindo voando em sua vassoura grita:
  -- Volte aqui!
  Mnica sai voando na vassoura da bruxa, deixando o castelo pra trs e exclama:
  -- Uau, que gostoso!
  De repente a vassoura pra em pleno ar e Mnica assustada diz: 
<125>
  -- Epa! Ser que acabou a gasolina?
  A vassoura cai "poft"
  Mnica, sentada no cho, exclama:
  -- IH! Um drago!
  O drago ri:
  -- He, he, he...
  Mnica passa correndo por baixo das pernas do drago que fala:
  -- Ei!
  Mnica em disparada diz:
  -- Pensou que ia ser fcil n?
  Mnica volta pega o drago pela calda e roda, roda... e o joga longe.
  Pof!
  Mnica limpa as mos e sai caminhando.
  De repente, aparece um monstro pulando de cima de uma rvore na frente de Mnica que, assustada, pergunta:
<126>
  -- Oh! Quem  voc?
  O monstro responde:
  -- Eu sou o ogro da floresta. Eu rapto todas as princesas que encontro!
  -- Pof. Mnica d um soco no ogro que fica chorando.
  -- Bu!
  Mnica sai caminhando tranqila.
  Aparece um prncipe montado num cavalo.
  Mnica se surpreende ao v-lo e diz feliz:
  -- Oh! um prncipe!
  Ela pergunta:
  -- Ei, aonde voc vai?
  O prncipe responde:
  -- Vou-me embora! Eu estive  procura de uma linda princesa em perigo! Mas voc nunca estar em perigo! E depois... Voc no  to linda assim!
  Mnica derruba o prncipe do cavalo e saiu enfurecida, dizendo:
<127>
  -- Eu no nasci pra ter um prncipe. Essa histria de Conto de fadas no  pra mim!
  Puf.
  De repente, Mnica volta ao mundo real, sentada em cima de seu livro chorando:
  -- Chuif!
  Cebolinha atrs de uma rvore fala:
  -- Baixinha! Dentua!
  Mnica continua sentada e chorando.
  -- Chiuf!
  Cebolinha se surpreende porque a Mnica no reage:
  -- Hum?
  Cebolinha deixa Mnica chorando, sai correndo e grita:
  -- Mnica!
  Chega perto dela com uma flor na mo.
  Mnica fica feliz.
  Cebolinha d um beijo estalado na bochecha da Mnica:
  -- Chuac! Com a palavra dentro de um corao.
  Mnica, com a fisionomia de menina dengosa e carinhosa diz:
  -- Quem sabe... Ele poderia... Meu prncipe?
  Cebolinha vai embora bem contente.

<R+>
(Mauricio de Sousa. *Mnica* -- fbulas. So Paulo, Globo, maio 1998. n.o 20. Coleo Um s tema.)
<R->

  "Criao, Desenho e Arte-Final produzidos nos Estdios Mauricio de Sousa -- Rua do Curtume, 745 -- Bloco F -- CEP 05065-001 -- Tel. (011) 3613-5000 -- So Paulo -- SP -- Brasil.
  ARTE/CRIAO e "Copyright": (C) MAURICIO DE SOUSA PRODUES LTDA."

<128>
<R+>
 1. Observe a expresso do rosto de Mnica no primeiro quadrinho. O que voc acha que ela quis dizer com "Ai, ai..."?
 2. Magali  a personagem comilona da turma da Mnica. Ao ver a amiga suspirando, pensa que ela comeu alguma coisa que lhe fez mal. Em sua opinio, por que ela pensou assim? 
 3. Durante a histria, Mnica afirma que "Nos contos de fada, sempre aparece um prncipe encantado pra salvar a donzela do perigo!". Voc concorda com ela? Quais so as histrias que voc conhece em que isso acontece? 

 4. Qual  o significado do quadrinho a seguir?
 _`[{quadrinho onde Mnica  transportada para o mundo imaginrio com estrelas_`]

 5. Observe que, depois do quadrinho acima, _`[{do livro em tinta_`] houve uma mudana nas roupas da Mnica e no cenrio. Que mudana  essa?
 6. Mnica desejava encontrar um prncipe. Os seus sonhos se concretizaram? Por qu?
 7. Por que o prncipe achou que Mnica no era uma princesa?
 8. Qual foi a reao de Mnica ao ouvir que o prncipe no a considerava uma princesa?
 9. Como Mnica se sentiu depois?
 10. O que sentiu Cebolinha ao ver a amiga chorando?
 11. Observe o balo no penltimo quadrinho _`[{cebolinha d um beijo estalado na bochecha da Mnica: Chuac! Com a palavra dentro de um corao._`] e escreva a idia que ele transmite. Aponte os detalhes que voc observou para responder.
 12. Somente para as meninas: O seu jeito de se comportar  mais parecido com o da "princesa Mnica" ou com o da princesa Aurora? Por qu?
 13. Somente para os meninos: Voc gostou mais da "princesa Mnica" ou da princesa Aurora? Por qu?
<R->

<129>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe o quadrinho, relembrando a histria, e identifique as palavras que descrevem (caracterizam) a Mnica:
 _`[{quadrinho da Mnica, vestida de princesa, limpando as mos depois de derrubar o drago_`]

 dentua -- baixinha -- correr --
  gorducha -- briguenta -- hoje --
  minha -- vassoura -- corajosa
<P>
 2. Observe o desenho da Bela Adormecida e escreva no caderno as caractersticas (qualidades) da princesa.
 _`[{desenho da Bela Adormecida perto do castelo. Ela usa um vestido rosa e longo; seu rosto  lindo e est sorrindo para um pssaro; seus cabelos so compridos e louros; carrega em uma das mos um cesto com flores._`]

 3. Copie completando: *Adjetivo*  a palavra que d ''''' ao substantivo.

<130>
 4. Observe o trecho e identifique os adjetivos:
<R->

  "Era uma vez um rei e uma rainha muito tristes porque no tinham filhos. At que um dia nasceu uma linda princesinha que eles chamaram de Aurora".

<R+>
 5. Adivinhe e escreva no caderno. As respostas so *adjetivos*.
 a) Est presente no ttulo do primeiro texto da unidade.
 b) Qualidade que a varinha das fadas tem. 
 c) Cor do vestido escolhida por Fauna. 
 d) Cor do vestido escolhida por Primavera. 
 e) Qualidade que os prncipes de contos de fadas possuem. 
 f) Como a Mnica caracterizou sua roupa depois que foi transportada para um conto de fadas? 

 6. Copie completando com os adjetivos do quadro: 
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  maravilhoso -- negros --    _
l  linda -- encaracolados --   _
l  grandes -- morena --        _
l  altos -- azuis              _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Era uma vez uma ''''' princesa. Seus cabelos eram ''''' e ''''', seus olhos eram ''''' e ''''', sua pele era ''''' Ela vivia em um ''''' palcio, com muros '''''

<R+>
 7. Observe que os adjetivos da atividade anterior qualificam os substantivos. No caderno, escreva os substantivos em uma coluna e os adjetivos em outra.

 8. Rena-se com um colega. Pense em um substantivo sem dizer a ele o que pensou; descreva-o utilizando somente adjetivos. Tente passar o mximo de detalhes possvel. O trabalho do colega ser adivinhar e fazer o desenho desse substantivo. No final, veja se voc conseguiu passar sua idia adequadamente.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<131>
<R+>
 9. Copie as frases, completando-as com adjetivos antnimos:
 a) O relgio  *moderno*, mas a jia  '''''
 b) Voc, que  *esperto*, no queira me fazer de '''''
 c) Quase todos estavam *presentes*, s Jlia estava '''''
 d) Nas histrias, as bruxas so *ms*, nunca so '''''
<R->

Vamos produzir

  Junto com um colega, criem uma histria em que apaream princesas, prncipes, fadas, bruxas, castelos, drages. Pense em um ou mais problemas para a sua histria. Deixem-na bem emocionante e imaginem as solues para cada situao, escolhendo um final interessante para ela. 
  Siga o roteiro abaixo para realizar o trabalho:
<R+>
 pensem na histria: incio, problemas, aes das personagens, soluo das situaes, final;
 pensem nos nomes das personagens;
 caracterizem, com vrios adjetivos, as personagens e o lugar onde acontecer a histria.
<R->
  Depois da histria pronta, troquem com outra dupla e sigam as dicas da seo *Nunca se esquea* para fazer uma reviso.
  No final, a lpis, faam um comentrio dizendo o que acharam da histria dos colegas.
  Combinem com o professor um horrio para a leitura dos textos.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Nunca se esquea

<R+>
 Caracterizaram as personagens?
 Caracterizaram o lugar?
 Utilizaram adjetivos para as caracterizaes?
 Houve problemas em sua histria?
 Houve soluo para eles?
 Os plurais foram feitos adequadamente?
 Utilizaram as letras maisculas adequadamente?
 Colocaram a pontuao adequada nas falas?
 Os espaos da folha foram preenchidos corretamente?
<R->

<132>
Dilogo entre textos 

<R+>
 Em sua opinio, como deveria ser uma fada?
 Voc j ouviu histrias com alguma fada diferente? Se j ouviu, fale sobre ela para a turma.
 Onde voc imagina que moram as fadas?
 Como voc caracterizaria esse lugar?
<R->

A Fada que Tinha Idias

  Clara Luz era uma fada, de seus dez anos de idade, mais ou menos, que morava l no cu, com a senhora fada sua me. Viveriam muito bem se no fosse uma coisa: Clara Luz no queria aprender a fazer mgicas pelo Livro das Fadas. Queria inventar suas pr-
prias mgicas. 
<133>
  -- Mas minha filha -- dizia a Fada-Me -- todas as fadas sempre aprenderam por esse livro. Por que s voc no quer aprender?
  -- No  preguia, no, mame.  que no gosto de mundo parado.
  -- Mundo parado?
  -- . Quando algum inventa alguma coisa, o mundo anda. Quando ningum inventa nada, o mundo fica parado. Nunca reparou?
  -- No...
  -- Pois repare s.
  A Fada-Me ia cuidar do seu servio, muito preocupada. Ela morria de medo do dia em que a Rainha das Fadas descobrisse que Clara Luz nunca sara da Lio I, do Livro.
  A Rainha era uma velha fada muito rabugenta. Felizmente vivia num palcio, do outro lado do cu. Clara Luz e a me moravam numa rua toda feita de estrelas, chamada Via Lctea. A casinha delas era de prata e tinha um jardim todo de flores prateadas.
  -- Minha filha, faa uma forcinha, passe ao menos para a Lio II! -- pedia a Fada-Me, aflita.
  -- No vale a pena, mame. A Lio um j  to enjoada, que a dois tem que ser duas vezes pior.
  -- Mas enjoada por qu?
  -- Ensina a fabricar tapete mgico.
  -- Pois ento? J pensou que maravilha saber fazer um tapete mgico?
  -- No acho, no. Tudo quanto  fada s pensa em tapete mgico. Ningum tem uma idia nova!
<134>
  Clara Luz estava sempre fazendo experincias com a sua vara de condo. J de manh cedo, reparava no bule de prata (tudo na casinha delas era de prata, at a moblia). Olhava para ele e tinha uma idia:
  -- Tem bico. D um bom passarinho.
  E transformava o bule em passarinho.
  Mas o passarinho saa com trs asas: duas dele mesmo e uma do bule, que tinha sobrado.
  A Fada-Me entrava na sala e levava um susto danado:
  -- Que bicho esquisito  esse?
  --  o bule, mame, que eu transformei em passarinho.
  -- Clara Luz! E agora? Onde vou coar o p-de-meia-noite para fazer o nosso caf? E que idia foi essa de fazer passarinho com trs asas? Ao menos ponha s duas asas nele!
<135>
  -- Mas mame, ele gosta de ter trs asas!
  O passarinho, furioso, entrava na conversa:
  -- No gosto, no senhora! Faa o favor de me consertar j!
  Clara Luz no acertava e quem acabava consertando era a Fada-Me. O passarinho agradecia muito:
  -- Se no fosse a senhora eu no sei como seria! Essa sua filha  muito intrometida. 
  E saa pela janela, resmungando ainda:
  -- Veja s! Inventar que eu gosto de ter trs asas!
  Mas essas eram apenas as idias menores de Clara Luz. Havia outras maiores.

<R+>
(Fernanda Lopes de Almeida. *A fada que tinha idias*. So Paulo, tica, 1984. 
  p. 3-4.)
<R->

<136>
<R+>
 1. Escreva, no caderno, todas as palavras desconhecidas por voc e tente descobrir seus significados pelo sentido do texto.
 2. Observe o ttulo do texto. Voc acha que ele combina com a histria de Clara Luz? Por qu?
 3. Aponte as caractersticas da personagem principal.
 4. Como era o lugar onde Clara Luz e sua me moravam?
 5. Ao observar as caractersticas do lugar onde Clara Luz e sua me moravam, indique a cor que se destaca.
 6. Observe o modo de agir de Clara Luz. Como voc caracterizaria a fadinha?

 7. Dentre as alternativas abaixo, identifique as que poderiam indicar o motivo que levou a autora a escolher o nome *Clara Luz* para a personagem. 
 a) Morava no cu como as estrelas, por isso tambm possua luz.
 b) O nome combina com a cor caracterstica do lugar onde morava.
 c) No achou outro nome melhor.
 d) Era uma fada que tinha idias novas.

 8. Clara Luz dizia: "Quando ningum inventa nada, o mundo fica parado.". Voc concorda com ela? Por qu?
<p>
 9. Voc acha que Clara Luz agia certo quando se recusava a fazer o que as outras fadas faziam? Por qu? 

 10. Releia o trecho:
<R->

  "Clara Luz no acertava e quem acabava consertando era a Fada Me."

  Como voc agiria se fosse a Fada-Me? 

<R+> 
 11. Escolha uma parte da histria de que tenha gostado e faa um desenho sobre ela no caderno.
 12. Compare Clara Luz com as fadinhas do texto *A bela adormecida* -- Fauna, Flora e Primavera --, observando as semelhanas e as diferenas.

<137>
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Clara Luz perdeu sua varinha de condo. Ajude-a a encontr-la, observando o som da letra *x*.
 _`[{quadro com fundo azul e algumas nuvens brancas, formam caminhos com palavras para Clara Luz encontrar sua varinha; a seguir, as palavras_`]

 exigir, auxlio, experincia, exrcito, enxurrada, repuxar, exame, luxuoso, executar, 
  exemplo, deixar, lixo, texto, exagero

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 O que voc observou para descobrir o caminho certo?

<R+>
 2. Faa uma mgica, escrevendo, no caderno, as palavras com *x* (som de *s*) e as com *x* (som de *z*) em duas colunas.
 extra -- exalar -- expulsa --
  exilado -- exclamar --
  exausto -- xito -- excelente

 3. Copie as palavras no caderno, completando-as com *x* ou *z*. Se precisar, use o dicionrio.
 a) '''ito
 b) bu'''ina
 c) vi'''inho
 d) arma'''m
 e) e'''igncia
 f) e'''ercer
 g) e'''ecutivo
 h) ami'''ade
 i) fa'''enda
 j) e'''atido
 l) e'''aminar
 m) e'''istncia
 n) e'''istir
 o) e'''igir
 p) a'''edo
 q) e'''ibir 
<R->

  Agora, escolha duas palavras e forme frases com elas.

<138>
<R+>
 4. Faa de conta que voc  o professor. Corrija as palavras que foram escritas incorretamente.
 ezigente -- exemplo -- ezagero --
  azar -- amizade -- ezistncia --
  axedo -- exame -- exerccio
<R->

  No final, escreva um bilhetinho para o "aluno".

 Vamos produzir 

  Imagine uma continuao para o texto *A fada que tinha idias*, pensando nas idias maiores que, como se l no final do texto, Clara Luz costumava ter.
  Solte a imaginao e mos  obra!
  "Mas essas eram apenas as idias menores de Clara Luz. Havia outras maiores."   
  Num belo dia...
  Depois de pronto o texto, releia-o para fazer os acertos finais e leia-o para a turma.
  Faa ilustraes bem bonitas!
<P>
Sugestes de leitura

  1. *A fada que tinha idias*, Fernanda Lopes de Almeida, tica.
  2. *Contos de fadas clssicos*, Irmos Grimm, recontados por Helen Cresswell, traduo de Mnica Stahel, Martins Fontes.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<139>
<P>
Unidade 8

Cuidado! Ele Pode Queimar!

Conte a Seus Colegas

<R+>
 O que podemos fazer de bom com o fogo?
 Em que o fogo pode nos ajudar?
 Em que momentos ele pode ser perigoso?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<140>
O Fogo

  Voc anda de automvel, de bicicleta, de avio. J imaginou e como todas estas coisas so feitas? Milhares de objetos que nos rodeiam hoje, que ns usamos a todo momento, so feitos de ao, ou possuem componentes deste material. O ao no existe na natureza. Ele precisa ser fabricado em usinas siderrgicas e  o resultado de uma mistura de ferro, carvo e outros minerais derretidos em altos-fornos. Sem o fogo no existiria o ao.
  O fogo produz energia. Alimentado por um combustvel, o fogo produz luz e calor, uma energia capaz de fazer funcionar mquinas, de derreter materiais, de acionar motores. Diferentes combustveis so usados para que possamos aproveitar a energia do fogo nas mais diversas utilidades: leos, ceras, gases, carvo.
  O petrleo  um combustvel retirado do fundo da terra. Levado para as refinarias, ainda em estado bruto, ele  refinado, transformando-se em gasolina, querosene, gs de cozinha, etc. Hoje o homem controla e dirige toda a fora do fogo em seu benefcio. Mas como ter sido sua descoberta h mais de 350.000 anos? 
<141>
  Um dia, a exploso de um vulco foi vista por alguns homens. Eles pararam fascinados e aterrorizados pelo claro das chamas. Em outra ocasio viram fascas que saam de uma grande pedra que rolava. O fogo tambm foi observado quando a grama seca ardeu sob o calor do sol, e quando uma rvore se incendiou atingida por um raio. (Foram os historiadores da pr-histria que formularam estas hipteses.)
  Na primeira vez, um homem acendeu uma fogueira com um galho em chamas. O calor do fogo o aqueceu num dia frio. Depois, quando um pedao de alimento caiu sobre a fogueira, o homem percebeu que ficava mais fcil com-lo, pois ele tinha amolecido. Conservando o fogo aceso durante a noite era possvel dormir tranqilo, porque os animais ferozes no ousavam aproximar-se das chamas.
  Mas os homens primitivos no sabiam ainda explicar a existncia do fogo. Por isso criaram muitas lendas cheias de imaginao. Uma delas -- que vem da mitologia grega -- conta que o fogo era propriedade dos deuses do Olimpo, uma montanha acima da Terra. Prometeu, que era meio homem e meio deus, roubou uma tocha e entregou-a aos homens, revelando um dos segredos da fora dos deuses. Como era difcil fazer o fogo, outras lendas falam dos "guardies do fogo", sacerdotes que vigiavam as chamas para que elas nunca se apagassem.
  O fogo tornou-se um smbolo de respeito e tradio. At hoje uma pira  acesa no incio dos Jogos Olmpicos, como na Grcia antiga.
<142>
  O domnio do fogo permitiu ao homem outras descobertas incrveis. Sob a ao do calor era possvel separar o ferro que estava num pedao de rocha. E derretendo o ferro podia-se mold-lo para fabricar inmeros objetos: lanas, panelas, colares, talheres. Quando algum observou que a argila endurecia perto de uma fogueira, teve incio a confeco das cermicas. O fogo atraiu tambm criaturas misteriosas que preparavam poes mgicas e liam segredos em suas chamas: as bruxas.
  Mesmo depois que aprendemos a controlar e produzir o fogo, ainda podemos ser surpreendidos por sua violncia e poder de destruio. Os incndios destroem nossas casas, nossas florestas. Por isso, para usar o fogo  preciso tomar muitos cuidados.
  (...) 

<R+>
(Eliana S. *O fogo*. So Paulo, Melhoramentos, 1986. p. 3 a 15. Minha primeira enciclopdia.)
<R->

<143>
Estudo do texto

<R+> 
 1. Escreva as palavras que voc desconhece em seu caderno e tente descobrir seus significados pelo sentido do texto. Depois, confira-os no dicionrio.
<P>
 2. Para que serve esse texto? Identifique as opes corretas.
 a) Esse texto serve para nos informar.
 b) Ele nos conta uma histria emocionante.
 c) Por meio dele, podemos descobrir informaes novas. 
 d) Ele relata um fato acontecido recentemente.

 3. Copie em seu caderno a resposta correta:
 a) O homem controla e dirige o fogo, mas no sabe o que fazer com ele.
 b) O homem aprendeu a tirar proveito do fogo.
 c) O homem passou a se prejudicar com o fogo.

 4. Em sua opinio, como era a vida do homem sem o fogo?
 5. Localize no texto as informaes sobre como o homem descobriu o fogo e transcreva-as no caderno.
 6. Faa uma lista das primeiras vantagens do uso do fogo para o homem primitivo.
 7. O que fez o homem primitivo para explicar a existncia do fogo?
 8. Escreva, no caderno, que outras descobertas foram realizadas depois do domnio do fogo.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia o grupo de palavras em voz alta prestando ateno ao som da letra *x*:
 auxiliar -- mximo -- prximo --
  trouxe -- aproximar -- auxlio
     Identifique a alternativa correta: 
 a) O *x* possui som de *z*. 
 b) O *x* possui som de *s*.
 c) O *x* possui som de *ch*.

<144>
<P>
 2. Recorte de jornais e revistas palavras escritas com *x* (som de *s*) e cole-as no caderno.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Observe o som da letra *x* das palavras a seguir:
 exigente -- aproximao --
  bexiga -- auxlio --
  exatamente -- repuxar -- 
  exagero -- proximidade --
  abacaxi -- existncia --
  trouxemos -- examinador --
  embaixada 
<R->

  Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno e escreva as palavras na coluna adequada. 

<F->
som de ch  som de s   som de z
::::::::   :::::::::  ::::::::
'''''      '''''      '''''
'''''      '''''      '''''
<F+>

Vamos produzir 

  Pergunte a, pelo menos, quatro pessoas a seguinte questo:

  O ser humano inventou milhares de objetos para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
  Em sua opinio, qual dessas invenes  a melhor? Por qu? 

  Registre as opinies e as explicaes no caderno.
  Em classe, todos iro expor as diferentes opinies e o professor as registrar na lousa.
  Para finalizar, reflita sobre os resultados e responda, voc,  questo proposta, justificando sua escolha.

Dilogo entre textos

<R+>
 Por que existem favelas? 
 Com que material geralmente os barracos so construdos? Por qu?
 O que pega fogo mais rpido: uma casa de madeira ou uma de tijolos?
<R->

<145>
Incndio destri 11 barracos em
  favela do Rio

  Chamas comearam em fogo a lenha; 19 crianas e 16 adultos esto desabrigados.

Andreia Maia

  RIO -- Um incndio destruiu, na madrugada de ontem, 11 barracos da Favela Fazenda Sacopenga, sob o Viaduto de Deodoro, na zona norte do Rio. De acordo com a Secretaria Municipal de Habitao, 11 famlias -- 19 crianas e 16 adultos -- ficaram desabrigadas.
  O incndio durou quase duas horas e foi provocado por um fogo a lenha deixado aceso num dos barracos. Houve pnico e corre-corre na favela, onde vivem cerca de 50 famlias.
  O ambulante Waldir Marques, de 53 anos, sofreu queimaduras nas mos e no couro cabeludo. Ele foi medicado e passa bem. O fogo foi controlado por bombeiros dos quartis de Ricardo de Albuquerque, Guadalupe, ambos da zona norte, e Nova Iguau, Baixada Fluminense.
  As Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social e de Habitao esto estudando um local para assentar os desabrigados.
  Enquanto isso, a maioria das famlias ficar hospedada na casa de parentes e amigos.
  Ontem pela manh, funcionrias das duas secretarias distriburam cobertores, colchonetes e cesta bsica para as vtimas.
  Segundo a presidente da Associao de Moradores de Sacopenga, Gisele Maria Silva Gomes, de 39 anos, esse foi o quarto incndio ocorrido na favela em dois anos.
  Acidente -- O fogo comeou por volta das 2 horas no barraco de Sueli Fernandes da Silva. Ela acendeu o seu fogo a lenha e foi deitar-se. "Foi um acidente. Acendi o fogo para colocar uma panela, mas comecei a sentir-me mal e fui descansar. Acabei adormecendo", disse Sueli. Segundo vizinhos, os outros trs incndios ocorridos na favela foram pequenos, mas tambm provocados por Sueli e do mesmo modo.
  "Ela sofre de epilepsia e bebe muito. Sempre esquece o fogo aceso", contou a vizinha de Sueli, Lindalva Felizardo dos Santos, de 33 anos, que teve o barraco completamente destrudo pelo fogo.
  Lindalva disse que na hora do incndio estava acordada, estendendo roupa, e, por isso, teve tempo de chamar outros moradores que dormiam.
<146>
  "Comecei a sentir o cheiro de fogo", disse. "Perdi moblia, roupas e documentos, mas eu e meus trs filhos estamos vivos."
  Ferido -- O ambulante Waldir Marques queimou as mos e o couro cabeludo ao atravessar o fogo para sair de seu barraco. "Se no tivesse passado pelas chamas naquele momento, teria morrido queimado l dentro", contou emocionado o ambulante. Ele disse que estava dormindo e acordou com os vizinhos gritando pelo seu nome.
  O comerciante Lus Carlos Martins Reis, de 38 anos, era um dos moradores mais desesperados com a tragdia. "Perdi meus documentos e a certido de nascimento dos meus dois filhos", contou. "Fiquei sem casa, sem dinheiro."
  Ele disse que dormia com a mulher, Aparecida, e os dois filhos, Andr Lus, de 12 anos, e Adriana, de 13, quando as labaredas atingiram seu barraco.
  O menino Lus Felipe da Silva, de 3 anos, o Durinho, era um dos mais tristes. Em meio s cinzas, ele foi apanhar ontem pela manh o que restou de sua pequena bicicleta, destruda pelo fogo. Na hora do incndio, ele dormia e foi retirado do barraco pela me.

<R+>
(*O Estado de S. Paulo*, 
  8 nov. 2000.)
<R->

<R+>
 1. Onde voc acha que o texto acima pode ser encontrado?

 2. Releia o texto e encontre as informaes a seguir, escrevendo-as no caderno.
 a) ttulo;
 b) o que aconteceu; 
 c) onde aconteceu;
 d) quando aconteceu;
 e) quem estava envolvido;
 f) como aconteceu.

 3. Como foi possvel descobrir a data do acontecimento?
 
 4. Explique o significado das palavras e expresses em destaque:
 a) "(...) 11 famlias -- 19 
<P>
  crianas e 16 adultos -- ficaram *desabrigadas*.
 b) "Houve *pnico* e corre-corre na favela, (...)".
 c) "(...) esto estudando um local para *assentar* os desabrigados."
 d) "Perdi *moblia*, roupas e documentos, (...)"

<147>
 5. Identifique no texto os trechos que esto entre aspas. Depois, explique por que elas foram utilizadas.
 6. O texto informa que outros pequenos incndios aconteceram pelo mesmo motivo: uma moradora da favela sempre esquece o fogo aceso. Em sua opinio, o que  poderia ter sido feito para evitar este acidente?
 7. O que voc sentiu quando leu toda a notcia?
 
 8. Os acontecimentos que so publicados no jornal precisam ser importantes para um grande nmero de pessoas. Identifique quais acontecimentos poderiam ser notcia. 
 a) Cachorro faz xixi no tapete de senhora idosa.
 b) Todos os dias, vrias crianas vo  escola.
 c) Em So Paulo, vrios ces apareceram mortos misteriosamente.
 d) Muitas escolas no recebem dinheiro para comprar merenda.

 9. Os jornais so divididos em partes chamadas *cadernos* e cada uma dessas partes tem um nome. A seguir, esto alguns cadernos do jornal *O Estado de S. Paulo*. Identifique aquele em que voc encontraria a notcia "Incndio destri 11 barracos em favela do Rio".
 a) Cidades 
 b) Esportes
 c) Arte e lazer
 d) Classificados
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Desenhe no caderno uma *ave*, uma *avezinha* e uma *avezona*.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Os desenhos feitos na atividade anterior esto no tamanho normal, no aumentativo ou no diminutivo? Classifique cada um deles.

 3. Observe o quadro. _`[{do livro em tinta_`]
 casa :> casinha :> casaro
 boca :> boquinha :> bocarra
 flor :> florzinha :> florzona
 nariz :> nariguinho :> narigo
 fogo :> foguinho :> fogaru
 garrafa :> garrafinha :> garrafo
 amiga :> amiguinha :> amigona

 a) Observe os substantivos que esto no diminutivo. O que se repete neles?
 b) Agora, observe os substantivos que esto no aumentativo. O que se repete neles?

<148>
 4. Copie as frases, completando-as com o diminutivo das palavras em destaque. A primeira j est feita, continue!
 a) Uma *coisa* pequena  uma coisinha
 b) Uma *codorna* pequena  
  uma '''''
 c) Um *sapo* pequeno  um '''''
 d) Um *rio* pequeno  um '''''
 e) Um *buraco* pequeno  
  um '''''

 5. Identifique a alternativa em que o diminutivo no est sendo usado para indicar tamanho:
 a) O pssaro mergulhou no riozinho.
 b) Os sapinhos coaxavam na beira do rio.
 c) Brinque comigo, amorzinho!
<P>
 6. Que idia indica o diminutivo da alternativa correta da atividade anterior?

 7. Leia o texto:
<R->

<R+>
Bisazinha

 Minha avozinha,
 to franzidinha,
 quem te secou?
 
 Foi o vento, meu netinho,
 foi o vento que ventou.

 E o teu cabelinho,
 assim to branquinho,
 quem branqueou?

 Foi a vida, meu netinho,
 foi a vida que durou.
 
 E as suas mos, bisazinha,
 to arqueadas,
 quem enrugou?

 O trabalho, meu netinho,
 o trabalho que ocupou.

 E a tua vidinha,
 to compridinha,
 quem foi que levou?
 
 Foi o tempo, meu netinho,
 foi o tempo que passou.

<R+>
(Pedro Bandeira. *Cavalgando o arco-ris*. So Paulo. Moderna, 1993, p. 48.)
<R->

<149>
<R+>
 a) Identifique no texto as palavras que esto no diminutivo.
 b) Reescreva as trs primeiras estrofes no caderno, passando as palavras que esto no diminutivo para o grau normal.
 c) Agora, releia as estrofes modificadas e discuta com um colega o que mudou.

 8. No caderno, desenhe uma floresta bem bonita. Capriche nas cores!
 9. Crie uma frase com a palavra *floresta*.
 10. A palavra *floresta* est no singular ou no plural? 
 11. O significado da palavra indica quantas rvores?
<R->

  O *substantivo coletivo*  aquele que, mesmo no singular, indica um conjunto de elementos.

  Conhea outros substantivos coletivos:
<R+>
 alfabeto: conjunto de letras.
 bando: de crianas, de ladres, de pssaros e outros animais.
 biblioteca: de livros.
 boiada: de bois.
 cacho: de uvas, de bananas.
 cardume: de peixes.
 constelao: de estrelas.
 dicionrio: de palavras.
 enxame: de abelhas.
 esquadrilha: de avies.
 frota: de navios, de nibus.
 manada: de bfalos, bois, elefantes.
 molho: de chaves.
 multido: de pessoas. 
 nuvem: de insetos. 
 populao: de pessoas. 
 tribo: de ndios. 
 turma: de estudantes, de amigos.
<R->

<150>
<R+>
 12. Voc conhece outros substantivos coletivos? Escreva-os no caderno.
 13. Escolha trs dentre os coletivos estudados e construa frases. Se quiser pode ilustr-las.

 14. Reescreva as frases no caderno, completando-as com substantivos coletivos:
 a) O nosso ''''' tem vinte e trs letras.
 b) A polcia prendeu um ''''' de ladres de carro. 
 c) No dia 7 de setembro, a ''''' sobrevoou nossa cidade.
 d) Quando no sei escrever uma palavra, procuro-a no '''''
 e) Ela  da ''''' do professor Lus.

 15. Leia as palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  crianas -- palavras --       _
l  elefantes -- avies --        _
l  peixes -- abelhas -- chaves   _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Agora leia os coletivos:

 esquadrilha -- manada -- molho --
  dicionrio -- enxame -- cardume

  Em seu caderno, escreva cada uma das palavras ao lado de seu respectivo coletivo.

<151>
Vamos produzir

  Combine com um colega e tragam jornais variados para a classe. Observem os diferentes cadernos e verifiquem quais so os assuntos de cada um deles.
  Escolham um dos cadernos e observem todas as informaes que aparecem na primeira pgina: 
<R+>
 nome do jornal; 
 nome do caderno;
 data;
 ttulos das notcias.
<R->
  Depois pensem nos ltimos acontecimentos de sua escola, de seu bairro, de sua rua e escrevam uma notcia.
  Depois que todos escreverem as notcias, procurem organiz-las em cadernos e criem um nome para cada um. No lugar das fotos, vocs podero fazer colagens, recortando imagens dos jornais trazidos para a classe ou desenhando.
  Depois de tudo pronto, combinem um lugar para expor os trabalhos.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Nunca se esquea

  Quanto  notcia:
<R+>
 criaram um ttulo para ela?
 informaram o que, quando, onde e como aconteceu?
 a pontuao est adequada?
 as idias esto fceis de ser entendidas? Quanto  primeira pgina do caderno, colocaram:
 o nome do jornal?
 o nome do caderno?
 a data?
 o nmero da pgina?
 as ilustraes?
<R-> 

<152>
Sugestes de leitura

  1. *Fiz o que pude*, Luclia Junqueira de Almeida Prado, Moderna.
  2. *O fogo*, Eliana S, Melhoramentos, Coleo Minha primeira enciclopdia.
  3. *Os elementos*, Gabrielle Woolfitt, Scipione.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<153>
<P>
Unidade 9

Hora da Risada

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc j viveu alguma situao engraada? Caso tenha vivido alguma, conte-a para seus colegas.
 Conhece alguma piada? Conte uma para seus colegas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<154>
O Bichinho Contador

  O sol ainda nem tinha aparecido inteiro e o p da rvore do bichinho j estava lotado. Os bichos estavam todos ali, cada um querendo ficar mais perto para ouvir melhor as histrias engraadas do bichinho da ma.
  A hora da piada, em geral, era de tarde, mas os bichos todos gostaram tanto da "sesso" anterior que pediram ao bichinho para comear bem cedo.
  Quando ele esticou o pescoo (e bicho de ma l tem pescoo?) para fora da ma, ele teve a ligeira desconfiana de que tinha gente (ou melhor, bicho) que havia dormido ali mesmo. Ser que era s impresso?
  Se era, de que outro jeito se podia explicar que a tartaruga, mole como sempre foi, j estivesse ali, bem atenta, s esperando a festa comear?
<155>
  De qualquer maneira, o bichinho estava adorando saber que era assim to querido.
  Ele estava to inspirado que comeou direto, sem nem se concentrar.
  A patroa se vira para a empregada nova e pergunta:
  -- Por que voc no trocou a gua do aqurio?
  -- Uai, madame, os peixinhos ainda nem acabaram de beber a que t l!
  O cara era um milionrio. Mais rico do que o mximo que se possa imaginar. A ele morreu. No velrio, o reprter chegou perto de um rapaz que chorava desesperadamente num canto e perguntou:
  -- O morto era seu parente?
  E o choro:
  -- No.
  -- E ento por que  que o senhor est chorando?
  -- Por causa disso mesmo! 
<156>
  Dois malandros conversavam num boteco.
  -- Pois , companheiro. Que droga de vida esta, n? Bebendo e vagando...
  --  o meu destino.
  -- E por que voc no trabalha?
  -- Eu? Ficou doido? Me matar de trabalhar para sustentar um vagabundo que nem eu?

<R+>
(Ziraldo. *Mais anedotinhas do bichinho da ma*. So Paulo, Melhoramentos, 1988. p. 3 a 5.)
<R->

  *Ziraldo Alves Pinto*, mineiro da cidade de Caratinga, nasceu em 1932. Aos 6 anos, teve seu primeiro desenho publicado na *Folha de Minas* (Belo Horizonte). Entre seus livros esto: *O Menino Maluquinho, Flicts, O planeta lils* e *Uma professora muito maluquinha*.

Estudo do texto 

<R+>
 1. Qual foi a inteno do autor quando escreveu esse texto? 
 2. Explique o significado da expresso: "O sol ainda nem tinha aparecido inteiro (...)".
 3. Os bichos gostavam das histrias do bichinho da ma? Retire um trecho que comprove sua resposta.
 4. O bichinho da ma teve uma ligeira desconfiana de que tinha gente que havia dormido no p da rvore para ouvir suas histrias. O que o fez pensar assim?
<P>
 5. O bichinho da ma contou trs piadas. Localize-as e escreva no caderno o que as tornou engraadas. Depois, d um ttulo para cada uma delas.
 6. De qual das trs piadas voc mais gostou? Por qu?

 7. Releia o trecho:
<R->

  "Quando ele esticou o pescoo (e bicho de ma l tem pescoo?) para fora da ma, ele teve a ligeira desconfiana de que tinha gente (ou melhor, bicho) que havia dormido ali mesmo. Ser que era s impresso?"

  Explique o significado das expresses entre parnteses.

<157>
<R+>
 8. Voc conhece algum que sempre conta piadas? Como  o jeito dessa pessoa?
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia a piada:
<R->

  "-- Juquinha, voc  capaz de dizer por que a girafa tem *o pescoo* to comprido?
  -- Porque *a cabea* dela  longe do corpo, professora."

<R+>
 (Guca Domenico e Laerte 
  Sarrumor. *Um campeonato de piadas*. So Paulo, Nova 
  Alexandria, 1999.)
<R->

<R+>
 a) No caderno, copie os substantivos *pescoo* e *cabea*, escrevendo se esto no feminino ou no masculino.
 b) O que voc observou para responder?

 2. Reescreva a piada da atividade anterior passando os substantivos *girafa* e *pescoo* para o plural. Faa as modificaes que forem necessrias.
<R->

  A palavra que acompanha o substantivo, indicando se est no masculino ou no feminino, no plural ou no singular chama-se *artigo*.
  Os artigos podem ser *o, a, os, as*.

<R+>
 3. Leia a "pegadinha" e identifique os substantivos: 
<R->

  "Qual  a diferena entre uma pulga e um elefante? 
  Um elefante pode ter pulgas. Uma pulga no pode ter elefantes."

<R+>
(Guca Domenico e Laerte 
  Sarrumor. *op. cit*.)
<R->

  Alm dos artigos *o, a, os, as*, existem mais quatro. Na pegadinha, h um j conhecido de vocs e dois ainda no conhecidos. Quais so eles? 
  Agora, escreva em seu caderno, completando:
  Os artigos so palavras que indicam o ''''' e o plural, o ''''' e o masculino dos substantivos. So eles: o, ''''', ''''', as, um, ''''', uns, '''''

<R+>
 4. Identifique nas piadinhas a seguir os artigos e os substantivos: 
 a) "Na hora do recreio, o Juquinha pergunta a um garoto da outra classe: 
     -- As suas meias tm buraco? 
     -- Nenhum!
     --  mesmo? Ento como  que voc faz para colocar os ps dentro delas?"
<158>
 b) "A tia do garotinho vai embora. A me manda que ele d a mo. Ele d.
     A me continua na pedagogia:
     -- O que se diz quando uma visita vai embora?
     -- Graas a Deus!"

 (Guca Domenico e Laerte Sarrumor. *op. cit*.)
<R->
<P>
Vamos produzir 

  Depois de ouvir e ler vrias piadas, certamente voc acabou se lembrando de outras. Escreva no caderno uma das que se lembrou. Ao escrev-la, procure registrar todos os detalhes para deix-la fcil de ser entendida.
  Troque de texto com um colega e divirta-se com a piada dele. Depois da leitura, escreva se achou a piada engraada e por qu.
  Mos  obra!
  Vocs tambm podero organizar um campeonato de piadas, contando-as para a turma e dramatizando-as, se possvel.
  No final, escolham a piada mais bem contada.

Dilogo entre textos

<R+>
 O que  um pulo? Explique com suas palavras.
 O que significa a palavra hoje?
 Qual o significado da palavra aula?
<R->

  Agora, vamos conhecer um dicionrio um pouco diferente...

Dicionrio

<R+>
 Aulas: perodo de interrupo das frias.
 Berro: o som produzido pelo martelo quando bate no dedo da gente.
<159>
 Caveira: a cara da gente quando a gente no for mais gente.
 Dedo: parte do corpo que no deve ter muita intimidade com o nariz.
 Excelente: lente muito boa.
 Forro: o lado de fora do lado de dentro. 
 Girafa: bicho que, quando tem dor de garganta,  um deus-nos-acuda.
 Hoje: o ontem de amanh ou o amanh de ontem.
 Isca: cavalo de Tria para peixe. 
 Janela: porta de ladro.
 Luz: coisa que se apaga, mas no com borracha.
 Minhoca: cobra no jardim-de-infncia.
 Nuvem: algodo que chove.
 Ovo: filho da galinha que foi me dela.
 Pulo: esporte inventado pelos buracos.
<160>
 Queixo: parte do corpo que depois de um soco vira queixa.
 Rei: cara que ganhou coroa.
 Sopapo: o que acontece quando s papo no adianta.
 Tombo: o que acontece entre o escorrego e o palavro.
 Urgente: gente com pressa. 
 Vagalume: besouro guarda-noturno.
 Xar: um outro que sou eu.
 Zebra: bicho que tomou sol atrs das grades.

(Jos Paulo Paes. *Poemas para brincar*. So Paulo, tica, 1991.)
<R->

<R+>
 1. Observe a seqncia das palavras. A palavra *girafa* poderia vir antes de forro? Por qu?
 2. Por que o autor colocou o ttulo de *Dicionrio*? 
 3. O dicionrio traz a *definio* das palavras. Para voc, o que significa *definio*?

<161>
 4. Observe:
 Berro sm 1 Grito de certos animais. 2 Grito alto de pessoa.

 (Ruth Rocha. *op. cit*.)

 Berro: o som produzido pelo martelo quando bate no dedo da gente.

 (Jos Paulo Paes)

 a) Compare a definio retirada do dicionrio de Ruth Rocha com a definio de Jos Paulo Paes. Em sua opinio, qual foi a inteno de Jos Paulo Paes quando criou suas definies? 
 b) Agora  a sua vez. Escolha uma palavra qualquer, escreva a definio do dicionrio e invente uma definio para ela.

 5. Em quem voc acha que o autor pensou para criar a definio de *dedo*?
 6. O que o autor quis dizer quando se referiu  dor de garganta da girafa com a expresso " um deus-nos-acuda"? 
 7. H alguma definio que voc no tenha entendido? Qual? Discuta com um colega sobre o seu significado.
 8. De qual definio voc mais gostou? 
 9. Escolha duas palavras que foram definidas pelo autor e crie uma nova definio para elas. No final, leia-as para os seus colegas.
<P>
 10. Sem consultar o texto, escreva no caderno as definies de cada uma das palavras a seguir.
 a) nuvem 
 b) janela 
 c) luz
 d) forro
 e) vagalume 
 f) xar 
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as palavras:
 marginal -- ningum -- genro --
  geladeira -- ginstica --
  garagem -- gentil -- girafa
<R->

  Observando o som que se repete em cada palavra, qual delas no faz parte do grupo?

<162>
<R+>
 2. Descubra as respostas, escrevendo-as no caderno.
 a) rvore que d pssego. 
 b) Diminutivo de amigo. 
 c) Sinnimo de *batalha*. 
 d) Revista em quadrinhos.
 e) Homem muito grande.
 f) gua congelada.

 3. Observe a utilizao da letra *g* nas palavras e divida-as em 2 grupos. Ns comeamos e voc continua no caderno.

<F->
gibi  pessegueiro
::::  :::::::::::
'''''  '''''
'''''  '''''
<F+>

 4. O que voc observou para fazer a diviso?
 
 5. Copie as palavras, completando-as com *ge, gi* ou *gue, gui*.
 a) '''lherme
 b) cole'''nha
 c) '''ada
 d) '''lia
 e) '''lado
 f) pre'''oso
 g) se'''da
 h) '''rassol
 i) '''ratrio

 6. No caderno, escreva o diminutivo das palavras a seguir.
 a) pregos
 b) fogo
 c) carga
 d) figos
 e) morangos
 f) manga 
 g) barriga 
 h) tanga
 i) sunga 
<R->

  Ateno s palavras que esto no *plural*!
<R->

Vamos produzir

  Assim como o autor Jos Paulo Paes, criem um pequeno dicionrio.
  Primeiro, pensem em palavras de *A* a *Z*. O professor as registrar na lousa.
  Em seguida, as palavras sero distribudas para cada dupla criar as definies. Leiam-nas para a turma e elejam as mais interessantes e engraadas para fazer parte do dicionrio, no esquecendo de obedecer  ordem alfabtica. 
  Para cada definio, vocs podero criar ilustraes bem bonitas.
  Quando tudo estiver pronto, faam uma exposio para que outras pessoas tambm possam se divertir.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<163>
 Dilogo entre textos

<R+>
 Voc conhece o Menino Maluquinho?
 Com esse nome, como voc acha que ele ?
 O ttulo da histria  *A surpresa da festa*. O que voc imagina que poderia ter acontecido em uma festa com o Menino Maluquinho? 
 Voc j teve ou participou de uma festa-surpresa? Como foi?
<R->

<R+>
_`[{o menino Maluquinho "A surpresa da festa". Histria em quadrinhos, descrita a seguir_`]
<R->

  Julieta passa em disparada pela sala e pergunta para um amigo:
  -- Tudo pronto? T na hora da Car chegar em casa!
  O amigo responde:
  -- Tudo em cima! Vai ser a melhor festa surpresa que ela j teve!
  Chega um homem com um bolo na mo e diz para a menina:
  -- Olha que bolo delicioso, Julieta!
  Julieta olhando para o bolo fala:
  -- Perfeito! Mas... Cad a velinha?
  O homem, com uma cara de decepcionado ao ver o desespero de Julieta, diz:
<164>
  -- Acho que... Bem... Falta a velinha!
  Um outro amigo, ao se deparar com aquela situao fala:
  -- Mixou o aniversrio! Vou at embora! Julieta, gritando pela sala diz:
  -- Incompetentes! Tapados. Temos que comprar uma velinha rpido!
  Maluquinho vestido para a festa, escreve um cartaz "Viva a Car".
  De repente ouve Julieta gritando:
  -- Maluquinho! Misso impossvel!
  Maluquinho pra e exclama:
  -- Epa!
  Julieta fala para Maluquinho:
  -- Voc tem cinco minutos para comprar uma velinha de aniversrio!
  Maluquinho diz:
  -- Mole!
  Julieta, empurrando Maluquinho fala:
  -- Toma a grana e se manda!
  Maluquinho sai e bate a porta "Blam!"
<165>
  -- Ufa! E vocs, parem de bagunar!, diz Julieta apontando para os amigos.
  De repente, Julieta abre a porta, se depara com Maluquinho e pergunta:
  -- Maluquinho? J?
  Maluquinho responde:
  --  que vou comprar velinha de nmero! Quantos anos a Carolina faz?
  Julieta responde:
  -- Nunca pergunte a idade de uma dama! Julieta pensa: "Principalmente uma dama to fresquinha como a Carolina!" continua falando: E, alm disso... Voc j est atrasado, seu Lesmaluquinho!
  Maluquinho saindo em disparada fala: 
<166>
  -- J vou! J vou! Direto pro Armazm do seu Joaquim!
  Seu Joaquim pergunta:
  -- Velinhas? Pois no temos! Nem velinhas, nem aquelas velas enormes das beatas!
  -- Essa no! Onde  que eu posso encontrar as velinhas? Pergunta Maluquinho desesperado.
  Seu Joaquim responde:
  -- Talvez num daqueles supermercados do Centro! Mas pode estar em falta!
  Maluquinho, com a mo na boca e os olhos arregalados, diz:
  -- Chiii! no vai dar tempo de ir e voltar! Mas eu sei onde encontrar vela na rua!
  Maluquinho v um homem sentado em um banco lendo jornal e fala:
<167>
  -- Moo! Viu algum despacho de macumba aqui perto?
  O homem responde:
  -- Hoje  difcil!  melhor voc voltar na sexta-feira!
  Maluquinho, sem saber o que fazer, entra novamente em desespero e fala:
  -- No sabia desse detalhe! Foi-se minha esperana! S se eu no usar vela!  isso a! Quem no tem co, caa com gato!
  Maluquinho chegando  casa de Julieta diz:
  -- Pronto, Julieta!
  Julieta fala:
  -- Por pouco. Bota logo...
  Maluquinho diz:
<168>
  -- S tem um problema! Vai ter que ser uma cerimnia bem rpida!
  Julieta fala:
  -- Fica frio! Agora, t tudo certo!
  Um dos amigos grita:
  --  ela!  ela!
  Clic! Apagam as luzes.
<169>
  Carolina abre a porta e encontra todos reunidos em volta da mesa com uma festa de aniversrio cantando... "Parabns pra voc... Muitas felicidades... Muitos anos de vida! Carolina faz anos... o azar  s dela... Cada ano que passa... ela fica mais velha!"
   pique,  pique,  pique!  hora,  hora,  hora! R... Tchi... Fuuuu...
  De repente a vela apaga!
  Julieta pergunta:
<170>
  -- Pois bem... Quem foi o esprito de porco... Que assoprou a velinha antes da hora? Maluquinho?! S podia ser!
  Maluquinho, responde olhando para os convidados decepcionados, inclusive Carolina.
  -- Desculpa, gente!  que a bombinha que eu botei no bolo tinha pavio muito curto!

<R+>
(Ziraldo. *Brincadeiras mil*. So Paulo, Publifolha, 1999. p. 75 a 84. O melhor do 
  Menino Maluquinho em quadrinhos 1.)
<R->

<R+>
 1. Pelo que voc observou, qual foi o problema da histria?
 2. Um dos meninos da histria disse: "*Mixou* o aniversrio! Vou at embora!". O que significa a palavra em destaque?

<171>
 3. Agora observe a fala de Julieta:
<R->

  "Toma a grana e se manda!"

<R+>
 a) O que ela quis dizer?
 b) Se a menina estivesse falando com o seu av e ele fosse um velhinho srio e exigente, voc acha que ela falaria da mesma forma? Por qu?
 c) Como Julieta falaria com o av?

 4. O que Julieta quis dizer quando chamou Maluquinho de "Lesmaluquinho"?
 5. Depois de vrias tentativas para achar a vela, Maluquinho tem uma idia e diz: "Quem no tem co, caa com gato!". Localize o quadrinho da histria _`[{do livro em tinta_`] que indica que isso realmente aconteceu.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
 6. H alguns smbolos (sinais) juntos  letra do "Parabns pra voc". O que eles indicam?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 7. Observe a expresso do rosto de Maluquinho e as expresses do rosto das outras crianas: 
 _`[{quadrinho onde Maluquinho e seus amigos cantam parabns_`]
<R->

  O que elas significam?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
 8. Em sua opinio, qual  a parte mais emocionante da histria?
<P>
 9. Indique quantos quadrinhos foram utilizados para cantar o "parabns" e por que tantos quadrinhos. 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 10. O que voc teria feito no lugar do Maluquinho?
<R->

<172>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Ajude o Maluquinho a encontrar a vela para a festa de sua amiga Carolina, observando o som do *x*:
 _`[{palavras encontradas nos caminhos que o menino Maluquinho poder percorrer para encontrar a vela. Descrio a seguir_`]
<R->

  Caminho 1: axilas, pirex, txi, oxignio e fixo.
  Caminho 2: sexo, exagero, 
<P>
abacaxi, pirex, xereta, trouxe, aproximar, maxilar e bexiga.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Qual o som produzido pela letra *x* nas palavras do caminho certo: *s, z, cs* ou *ch*?

<R+>
 2. Procure em jornais e revistas palavras com *x* (som de *cs*) e cole-as no caderno. 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
 3. Retire do quadro somente as palavras com *x* (som de *cs*) e escreva-as no caderno.
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  sexagenrio -- enxugar --   _
l  eixo -- saxofone --         _
l  xarope -- executar --       _
l  taxmetro -- fluxo --       _
l  anexar -- maxilar --        _
l  flexvel -- xito           _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Voc sabe o que essas palavras significam? Se no souber, procure-as no dicionrio.

<173>
<R+>
 4. Observe os diferentes sons da letra *x* das palavras a seguir:
 lixo -- prximo -- txi --
  exato -- enxugar -- auxiliar --
  fixo -- exigir -- exemplo --
  durex -- trouxeram -- peixe --
  perplexo -- fluxo -- exrcito --
  aproximar -- roxo -- xarope --
  mximo -- trouxe -- reflexo --
  exrcito -- caixa -- exame
<R->

  Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno, escrevendo as palavras na coluna adequada.

<F->
ch   s   cs   z
::   ::  ::   ::
<F+>

  Escolha uma palavra, de cada grupo e forme frases com elas.

Vamos produzir

  Faa de conta que voc  o Maluquinho contando a histria *A surpresa da festa* para algum. Capriche nos dilogos e ateno ao narrador. No final, troque de texto com algum da turma.
  Observe a seo "No se esquea" para verificar se est tudo adequado no texto do colega. Quando terminar, deixe um bilhetinho a lpis para ele.
  A vai o comeo para voc continuar no caderno:
  Estvamos todos na casa da Julieta, preparando a festa-surpresa para a Car. Quando estava tudo pronto, meu colega foi mostrar todo alegrinho o bolo...

Nunca se esquea

<R+>
 Colocou a pontuao adequada nos dilogos?
 A seqncia da histria est correta?
 O texto est emocionante?
 As palavras foram escritas corretamente?
<R->

<174>
Sugestes de leitura

  1. Coleo O melhor do Menino Maluquinho, Ziraldo, Publifolha.
  2. *Poemas para brincar*, Jos Paulo Paes, tica.
  3. *O bichinho da ma*, Ziraldo, Melhoramentos.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<175>
<P>
Unidade 10

O Tempo Passa...

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc sabe ver as horas? (No vale relgio digital!)
 Voc j ouviu falar sobre como as pessoas controlavam as horas antes de o relgio ser inventado? Conte o que sabe para seus colegas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<176>
Horas

  Quando o despertador toca, pode estar na hora de levantar, de sair para o trabalho, de comer ou de ver o seu programa de televiso preferido. Sabemos que cada hora marca a passagem de 60 minutos. Mas, ao longo da histria, as pessoas levaram muito tempo para saber as horas exatas. Por exemplo, os egpcios aprenderam a medir as partes do dia e da noite em horas observando as mudanas de posio do Sol. Claro que isso s funciona quando h Sol! Os nmeros romanos no relgio (veja os nmeros no desenho do relgio acima) _`[{do livro em tinta_`] podero parecer-nos estranhos, pois estamos habituados aos nmeros arbicos. Mas os nmeros romanos eram os utilizados na Roma antiga, e muitos relgios, antigos ou modernos, ainda os utilizam. 
<177>
<R+>
 Depois de algumas horas sem comer, o estmago comea "a dar as horas" -- precisamos comer. Algumas horas depois, sentimo-nos cansados e adormecemos. Comemos, dormimos, vamos  escola e brincamos. Usamos as horas para determinar o tempo. O nosso corpo habitua-se a horrios regulares e diz-nos, por exemplo, a que horas devemos jantar ou ir para a cama.
 Os antigos chineses queimavam incenso para saber as horas. Alguns desses relgios de incenso mudavam de cheiro ao longo do dia. As pessoas sabiam as horas pelo cheiro!
<178>
  medida que os relgios mecnicos se tornaram mais exatos, as pessoas os colocaram nas torres das Igrejas e nas cmaras municipais. Nessa altura, todos os habitantes sabiam as horas pelo mesmo relgio. Hoje em dia, os relgios digitais colocados em painis ou edifcios modernos mostram as horas e, por vezes, a temperatura do ar. A maioria das pessoas possui o seu prprio relgio -- so os chamados relgios de pulso.
<R->

<R+>
(William Edmonds. *O grande livro do tempo*. Lisboa, Editorial Stampa, 1995. Adaptao.)
<R->
<P>
Estudo do texto

<R+>
 1. No caderno, escreva todas as palavras que voc desconhece e tente descobrir os significados pelo prprio texto. Se precisar, use o dicionrio.
 2. Que tipo de texto  esse?
 3. Para que ele serve? Onde ele pode ser encontrado? 
 4. Como os egpcios e os chineses observavam as horas?
<179>
 5. Quantos minutos tem uma hora?
 6. Voc sabe dizer quantas horas tem um dia?
 7. No caderno, desenhe relgios de ponteiro, mostrando a hora em que bate o sinal de entrada na escola e a hora em que bate o sinal do recreio.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 8. Na ilustrao da p. 176, _`[{do livro em tinta_`] h um relgio com nmeros romanos at o doze. Pesquise sobre eles. Faa uma lista at o nmero 50.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 9. Segundo o texto, quando as pessoas passaram a seguir as horas pelo mesmo relgio?
 10. Faa um desenho, mostrando a hora mais gostosa do dia. D um ttulo para ele e depois o compare com o dos colegas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Vamos produzir

  Em seu caderno, faa uma pgina de agenda como esta: _`[{do livro em tinta_`]

<R+>
 8:00
 9:00
 10:00
 11:00
 12:00
 13:00
 14:00
 15:00
 16:00
 17:00
 18:00
 19:00
 20:00
<R->

  Escolha um dia da semana e preencha a agenda com as suas atividades. No h problema se elas se repetirem. Coloque o tempo que voc leva fazendo lies, brincando, assistindo a programas de televiso, ajudando nos trabalhos domsticos, conversando com amigos e familiares, brincando com seu animal de estimao etc.
  Em classe, compare a sua agenda com a de seus colegas.
<R->

<180>
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Descubra palavras com *qua -- que -- qui -- quo* juntando os nmeros do quadro. Ns comeamos, voc continua!
 _`[{quadro com quinze bolas; dentro delas h um nmero e as palavras descritas a seguir_`]

 1- qua
 2- que
 3- qui
 4- quo
 5- a
 6- da 
 7- de
 8- do 
 9- se
 10- ri
 11- par 
 12- dra
 13- li
 14- le
 15- ta
 (1, 12, 8) quadrado

 a) (2, 10, 8)
 b) (11, 2)
 c) (2, 6)
 d) (1, 13, 6, 7)
 e) (1, 9)
 f) (5, 2, 14)
 g) (4, 15)
 h) (6, 3)
 i) (1, 12)
 j) (5, 3)
<R->

  O que h em comum entre elas?

<R+>
 2. Copie as palavras da atividade 1, dividindo-as em dois grupos. Para isso observe o som produzido pelos grupos *qua/quo* e *que/qui* nas palavras.
 
 3. Escreva no caderno o diminutivo das palavras a seguir:
 a) marca 
 b) brinco 
 c) coco
 d) macaco
 e) Luca
 f) Zeca
 4. O que foi observado para fazer a diviso das palavras da atividade anterior?

 5. Copie as palavras, completando-as com *c* ou *qu*.
 a) fi'''ar
 b) '''atro
 c) '''atorze
 d) '''inze
 e) pipo'''a
 f) '''arenta
 g) '''ase
 h) m'''ina
 i) a'''rio
 j) '''aroo
 l) '''ente
 m) '''ando

 6. Leia o exemplo a seguir e continue no caderno:
  banco -- banqueiro
 a) barco 
 b) moto 
 c) vaca
 d) faca
<P>
 e) pesca
 f) pipoca 
<R-> 

<181>
Dilogo entre textos

<R+>
 Que outro significado podemos dar  palavra *tempo*?
 Voc j se preocupou com a previso do tempo? Quando?
<R->

<F->
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
  figura: O Tempo Hoje nas   o
  Capitais.                    o
  mapa do Brasil com os esta-  o
  dos e capitais, destacando    o
  as temperaturas em }C --     o
  mxima/mnimo. Descrio a  o
  seguir.                       o
eieieieieieieieieieieieieieieieiei
<F+>

<R+>
 Cu claro -- Parcialmente nublado -- Nublado -- Pancadas de chuva -- Chuva -- Chuvoso

 SOL

 Nascente: 6 h 16
 Poente: 19 h 51
 LUA -- Departamento de Astronomia do Instituto Astronmico e Geofsico da USP (IAG)

 Minguante
 17. dez/22 h 44
 Nova
 25. dez/14 h 37
 Crescente
 2. jan/20 h 33
 Cheia
 9. jan/18 h 21

(*Folha de S. Paulo*, 17 dez. 2000.)
<R->

<182>
<R+>
 1. Voc reconhece o mapa da pgina anterior? _`[{do livro em tinta_`] De onde ele ?
 2. Na parte inferior, lado esquerdo do mapa, existem alguns smbolos com seus significados ao lado. Essas explicaes so chamadas de *legenda*. Observando-a, diga como est o tempo em Boa Vista.
<P>
 3. Faa a previso do tempo do lugar onde voc mora, observando a legenda.
 4. Faa uma lista de situaes em que as pessoas podem necessitar de uma previso do tempo. 
 5. Se voc precisasse consultar a previso do tempo, onde voc a procuraria?
 6. De onde foi retirada essa previso do tempo?
 7. Existem atividades profissionais que se preocupam mais com a previso do tempo. Faa uma lista, indicando-as.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as palavras no caderno, completando-as com *o* ou *u*. No final, consulte o dicionrio para verificar se acertou todas.
 a) t'''ssir
 b) m'''ela
 c) trib'''
 d) b'''eiro
 e) b'''bina
 f) c'''brir
 g) eng'''lir
 h) ent'''pir
 i) jab'''ticaba 
 j) c'''rtio

 2. Descubra as respostas e escreva-as no caderno.
 a) Eles podem ser loiros, pretos, lisos, crespos, encaraco-
  lados.
 b) Depois que voc correu bastante, a camiseta molhou porque voc ficou '''''
 c) Quando estamos gripados, o nosso nariz fica '''''
 d) Parte do animal onde fica a boca, o nariz e o queixo. 
 e)  preciso ''''' a carne para que ela fique moda.
 f) Em alguns casos pode ser sinnimo de antigo.

<183>
 3. Copie o poema a seguir, completando-o com as palavras do quadro. (No  necessrio repeti-las, pois no sobrar nenhuma.)

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  roubou -- tentou --           _
l  acabou -- voou -- juntou --   _
l  tatu -- mundo -- pediu --     _
l  comprou -- voar -- toco       _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

O ''''' teimoso

 Amarra o tatu no ''''',
 que o tatu ''''' voar.
  maninha,
 o ''''' vai se acabar!
 O tatu ''''' tristonho
 as asas da borboleta. 
 Se um dia o tatu ''''',
  maninha,
 o mundo vai se acabar!

 ''''' as penas compridas
 do perigoso condor.
  maninha,
 se um dia o tatu voar
 o mundo vai se acabar!

 O tatu sempre tentando
 sair do toco e do cho,
 ''''' dinheiro e '''''
 a passagem de avio. 

 Enfim, o tatu '''''
  maninha,
 o mundo no se ''''' ... 

(Celina Ferreira. *Papagaio gaio* -- poeminhas. Belo Horizonte, Formato, 1998. 
  p. 18.)
<R->

<184>
<R+>
 4. Reescreva as frases no caderno, modificando algumas palavras. A primeira j est pronta.
 O tempo muda depressa.
 O tempo *mudou* depressa.
 a) Mariana dorme quando chove.
 b) Caio sai de casa todos os dias.
 c) Logo pela manh, a me abre a janela. 
 d) A chuva rega as plantas.
<P>
 5. Pinte as palavras que foram modificadas na atividade anterior. 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 6. O que foi modificado nas frases ao se alterarem essas palavras?

 7. Observe as frases que foram reescritas na atividade 4 e identifique a opo correta: 
 a) As frases esto no passado. 
 b) As frases esto no presente.
 c) As frases esto no futuro. 

 8. O que todas as palavras modificadas tm em comum? 
<R->

Vamos produzir 

  Copie o mapa do seu estado e crie uma forma diferente de indicar a previso do tempo.
  No se esquea das legendas. Use lpis de cor e muita imaginao! 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Dilogo entre textos 

<R+>
 Antes mesmo de ler o texto, observe a pontuao e a ocupao do espao.
 Observe o ttulo do texto. Que idias ele desperta em voc? 
<R->

<185>
O Tombo do Minuto
  Ldice Marly de Castro

  Mi... mi... nut... bomborom!
  O minuto caiu do relgio onde estava preso.
  Juju abriu os olhos assustada.
  -- Quem  voc?
  Perguntou ao minuto ainda tonto no cho.
  -- Sou o minuto do relgio. Isto , no sou do relgio.
  As pessoas  que pensam assim. 
  J estou cansado de ficar preso e esquecido.
  Por isso, estou fugindo.
  -- Mas quem prendeu voc?
  -- Quem me prendeu foi tanta gente...
  Olha, vou lhe contar minha histria:
  H muito tempo, eu estava solto pelo mundo!
  Eu brincava com o sol, danava na chuva,
<186>
corria nos rios, balanava nos ventos.
  Fazia cafun na meninada.
  Ajudava as plantas a crescerem, conversava com as crianas.
  -- Nossa! Voc fazia tudo isso?
  -- Fazia muito mais!
  -- Fazia brilhar os olhos das pessoas. 
  Aquecia os abraos. 
  Coloria as flores. 
  Antes, eu andava solto pelo mundo... e quanta coisa eu fazia!
  Ningum me via. Mas todo mundo me vivia.
  Ningum tinha medo de mim.
  Da, inventaram o relgio.
  "Cada passo do ponteiro vai se chamar um minuto!"
  ...E eu fiquei sendo o minuto do relgio...
  Preso na volta do relgio.
<187>
  Agora, as pessoas tm medo de mim.
  Tm medo que eu ande rpido ou que eu demore a passar. 
  Elas vivem me olhando, me marcando... mas se esquecem de me viver.
  E, assim, eu vou ficando cada vez mais preso.
  De que vale um minuto preso na volta do relgio?
  Voc sabe? 
  -- No. De que vale? 
  -- Vale para medir o tempo.
  Como se o tempo fosse feito para ser medido!
  Sabe como  que as pessoas medem o tempo?
  -- No.
  -- Olhando no relgio!
  Como se o tempo estivesse no relgio!
  -- E onde est o tempo?
  -- Onde est o tempo?!
<188> 
  O tempo est na flor que se abre.
  No sol que brilha.
  Na chuva que rega a terra.
  Nas mos que se entrelaam.
  Nos olhos que se olham.
  Na voz que fala. 
  No peixe que nada.
  No pssaro que voa. 
  No boi que berra. 
  No gato que mia.
  O tempo est no vento que sopra, na planta que cresce, no ar que se renova, no pulmo que respira, na vida que nasce! 
  No quero ficar preso!
  Eu nasci para fazer o movimento do mundo.
  O minuto se levantou e saiu pelo mundo afora.
  Foi ento que Juju pde ver como ele era grande!
<P>
  Muito maior que o relgio!
  E muito mais bonito...

<R+>
(*Histrias para ler e ouvir*: antologia para crianas. So Paulo, Global, 1997. p. 26 a 28.)
<R->

<189>
<R+>
 1. Como voc imagina o momento em que o minuto caiu do relgio? Faa um desenho no caderno.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Observe a expresso retirada do texto: "Mi... mi... nut... bomboron!" Escreva no caderno o que revela esse trecho. 
 3. Que pontuao foi utilizada nos pargrafos em que Juju e o minuto conversaram?
 4. Escreva o que aconteceu ao minuto antes e depois da inveno do relgio.
<P>
 5. No texto, o minuto fala que as pessoas tm medo do relgio. Voc concorda com ele? Voc tambm tem medo do relgio? Por qu?
 6. Em sua opinio, em que situaes as pessoas no querem que o minuto ande rpido?
 7. O minuto mostra para Juju onde est o tempo. Identifique essa parte do texto. Imagine onde mais pode estar o tempo e escreva no caderno. 
 8. Que outros elementos poderiam ser usados no lugar do minuto para contar essa mesma histria? 
 9. Em que momentos voc quer que o tempo passe rpido?
 10. Em que momentos voc quer que ele passe devagar?
<R->

Um pouco de gramtica

  Observe:

  O minuto caiu do relgio. *O minuto* ficou tonto por causa do tombo. Juju no entendeu nada, e por isso resolveu perguntar ao *minuto* o que havia acontecido.
  O minuto caiu do relgio. *Ele* ficou tonto por causa do tombo. Juju no entendeu nada, e por isso resolveu perguntar a *ele* o que havia acontecido.

<R+>
 1. Qual dos dois jeitos de escrever ficou melhor? Por qu?
<R->

<190>
  A palavra *ele* foi usada no lugar do substantivo *minuto*. Palavras usadas para substituir o nome so chamadas *pronomes pessoais*. So eles: *eu, tu, ele (ela), ns, vs, eles (elas)*.
  Quando voc fala com as pessoas, usa os *pronomes de tratamento*. Exemplos:
  O *senhor* mora aqui?
  *Voc* sabe que horas so?
<P>
<R+>
 2. Pesquise no texto *O tombo do minuto* frases com pronomes pessoais e de tratamento e escreva-as no caderno, destacando os pronomes.

 3. Copie as frases a seguir, substituindo as palavras em destaque por pronomes:
 a) *Caio*  um menino muito forte.
 b) *Helena* voltou mais cedo. 
 c) *Caio* e *Helena* estudam aqui.
 d) *Caio, Helena* e *eu* estudamos aqui na escola.

 4. As palavras destacadas so pronomes. Troque-as por nomes. Assim:
 *Ele* comprou um carro.
 *Eduardo* comprou um carro.
     Continue no caderno! Use os nomes que voc desejar.
 a) *Ele* no fez a lio.
 b) *Ns* somos muito amigas.
<P>
 c) *Eles* querem ir ao cinema hoje?
 d) *Elas* esto em casa?

 5. Troque as palavras em destaque por pronomes de tratamento. (Imagine que voc vai falar com as pessoas.)
 a) Eu vou com o *vov*.
 b) No queremos brincar com *Henrique*.
 c) *Titio* e *titia*, aceitam um cafezinho?
 d) *Meu irmo*, quer mais sorvete?

<191>
 6. Leia este texto com ateno e identifique os pronomes pessoais que aparecem: 

 Apresentadores

 eu & ele
 ele & eu
 fundamos o clube do abreu.
<P>
 
 Me chamam de Pateta
 mas meu nome  Galileu. 
 As portas esto abertas:
 eu abri
 tu abriste
 ele abreu...

 O companheiro meu
  Lupi, o gato 
 ... mas se engana a molecada
 esse nome Lupicnio
 sempre foi nome de rato!

 Ei, o espetculo comeou...

(Osvaldo Duarte. *Abri, abriste, Abreu*. So Paulo,
  Atual, 1991. p. 4.)
<P>
 7. No caderno, reescreva o bilhete a seguir, substituindo os substantivos que se repetem por pronomes pessoais.
<R->

  Mame,

  O Joo me convidou para jogar bola. O Joo me disse que a dona Quitria far doces gostosssimos para o lanche e que por isso eu no preciso me preocupar. Depois da bola, o Joo e eu vamos aproveitar para estudar um pouco. No se preocupe!
 Um beijo.
 Caio.

<192>
Vamos produzir

  E por falar em tempo, chegou o fim do ano e com ele as to desejadas frias!
  Para nos despedirmos, que tal escrever um texto livre? Pode ser uma carta para um colega, uma histria, o que achou do ano que est quase no fim, o que espera para o prximo ano, lembranas de coisas gostosas que aconteceram, de algum especial, de coisas interessantes que aprendeu, enfim, vale a sua vontade!
  No final, se quiser, leia seu texto para a turma.

Sugestes de leitura

  1. *Poesia fora da estante*, Vera Aguiar (coord.), Simone Assumpo, Sissa Jacoby, Projeto.
  2. *Histrias para ler e ouvir*: antologia para crianas, Global.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra

<R+>
Programa Nacional do Livro Didtico -- PNLD 2004 
  FNDE/MEC Cdigo: 212869 Tipo: --  
<R->

<T->
<P>
<F->
HINO NACIONAL

Letra: Joaquim Osrio Duque
  Estrada
Msica: Francisco Manoel da
  Silva 

Ouviram do Ipiranga as margens
  plcidas
De um povo herico o brado
  retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios
  flgidos,
Brilhou no cu da Ptria nesse
  instante. 

Se o penhor dessa igualdade 
Conseguimos conquistar com brao
  forte,
Em teu seio,  Liberdade, 
Desafia o nosso peito a prpria
  morte! 

 Ptria amada,
Idolatrada, 
Salve! Salve! 
<p>
Brasil, um sonho intenso, um raio
  vvido
De amor e de esperana  terra
  desce, 
Se em teu formoso cu, risonho e
  lmpido,
A imagem do Cruzeiro resplande-
  ce. 

Gigante pela prpria natureza, 
s belo, s forte, impvido co-
  losso, 
E o teu futuro espelha essa gran-
  deza. 

Terra adorada, 
Entre outras mil,
s tu, Brasil, 
 Ptria amada! 

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil! 

<P>
Deitado eternamente em bero
  esplndido,
Ao som do mar e  luz do cu
  profundo,
Fulguras,  Brasil, floro da
  Amrica,
Iluminado ao sol do Novo
  Mundo! 

Do que a terra mais garrida 
Teus risonhos, lindos campos tm
  mais flores;
"Nossos bosques tm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais
  amores".

 Ptria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! 

Brasil, de amor eterno seja
  smbolo
O lbaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta
  flmula
-- Paz no futuro e glria no
  passado.

Mas, se ergues da justia a clava
  forte,
Vers que um filho teu no foge 
  luta,
Nem teme, quem te adora, a pr-
  pria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
s tu, Brasil,
 Ptria amada!

Dos filhos deste solo s me
  gentil,
Ptria amada,
Brasil!
<F+>

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo